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Nevralgia do trigêmeo

Trigeminal neuralgia

Categoria

Definição

A neuralgia do trigêmeo pode resultar da compressão vascular da raiz do nervo trigêmeo (neuralgia do trigêmeo clássica), de um tumor no ângulo pontocerebelar ou da esclerose múltipla (neuralgia do trigêmeo secundária). No entanto, a causa pode permanecer obscura em alguns pacientes (neuralgia idiopática do trigêmeo) [1, 2, 3]. A neuralgia do trigêmeo é caracterizada por paroxismos de dor breve e recorrente, tipicamente descritos como choque elétrico, tiro, pontada ou dor aguda. A duração desses paroxismos de dor é de até 2 minutos, raramente mais. Na maioria das vezes, os ataques de dor duram apenas alguns segundos. A dor é unilateral na grande maioria dos casos. A neuralgia trigeminal bilateral é muito rara, exceto quando a neuralgia é causada por esclerose múltipla. A dor deve ser limitada à distribuição dos ramos do nervo trigêmeo. Locais comuns são os territórios de inervação do ramo maxilar (V2) ou mandibular (V3) ou ambos V2 e V3. É menos frequente a existência de dor restrita ao ramo oftálmico (V1) ou dor concomitante envolvendo os três ramos. Estímulos ou movimentos inócuos nos locais afetados podem desencadear paroxismos de dor. A intensidade da dor é intensa. Na área afetada pode estar presente dor contínua de intensidade moderada [4, 5]. A persistência ou recorrência da dor em ≥ 3 meses define neuralgia trigeminal crônica (consultar - 6 Propriedades temporais). Para obter informações adicionais, consultar "Dor neuropática periférica crônica". Outros códigos de diagnóstico podem ser aplicados. Por exemplo, neuralgia do trigêmeo deve ser classificada como dor oncológica neuropática crônica quando um tumor que afeta o nervo trigêmeo é a causa subjacente. Critérios de diagnóstico: Para o diagnóstico de neuralgia do trigêmeo, os paroxismos de dor devem ter ocorrido por ≥ 3 meses e preencher os critérios A, B e D abaixo. O critério C é necessário para o diagnóstico de neuralgia do trigêmeo clássica ou secundária. A. A dor é caracterizada pelos seguintes pontos: A.1 Dor facial ou oral unilateral na região de uma ou mais divisões do nervo trigêmeo. A.2 Ataques paroxísticos recorrentes com duração de uma fração de segundo a 2 minutos. A.3 Intensidade severa. A.4 Dor tipo receber um choque elétrico, tiro ou punhalada. B. A dor é precipitada por estímulos inócuos, tipicamente dentro da região trigeminal afetada e sempre no lado ipsilateral da face. C. Teste diagnóstico confirmando uma lesão da raiz do nervo trigêmeo. D. Não é melhor explicado por outro diagnóstico de dor crônica. Comentários Clinicamente, as neuralgias idiopáticas ou clássicas do trigêmeo não estão associadas a sinais sensoriais, além da precipitação de paroxismos de dor por estímulos inócuos ou movimentos faciais. No entanto, déficits sensoriais podem ser revelados no teste sensorial quantitativo. Outros testes complementares incluem, por exemplo, registro neurofisiológico de reflexos trigêmeos. Em pacientes com neuralgia do trigêmeo clássica ou secundária, a ressonância magnética ou o exame cirúrgico podem fornecer evidências diagnósticas importantes, confirmando uma lesão do nervo e indicando a origem da dor [6]. Todos os aspectos clínicos e diagnósticos da dor, no entanto, precisam ser considerados antes de assumir a causalidade. O diagnóstico de neuralgia do trigêmeo clássico requer a demonstração de compressão neurovascular com alterações morfológicas (atrofia ou deslocamento) do nervo trigêmeo. O mero contato de um vaso sanguíneo com um nervo trigêmeo não é suficiente [7]. Se o exame clínico ou o teste diagnóstico forem realizados e os resultados forem negativos, a dor neuropática será considerada improvável (ou menos provável). Considerar o uso de outro diagnóstico para dor crônica.

Termos de Índice

Nevralgia do trigêmeoNeuralgia infraorbitáriaNeuralgia do quinto nervo cranianoNeuralgia do 5º nevo cranianoTique dolorosoNeuralgia do trigêmeoNeuralgia trigeminal