Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado

Influenza Devida ao [V](/pt/code/V)írus da Gripe Sazonal Identificado (CID-11: 1E30) Introdução A influenza sazonal representa uma das infecções respiratórias virais mais comuns e clinicamente

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Influenza Devida ao Vírus da Gripe Sazonal Identificado (CID-11: 1E30)

Introdução

A influenza sazonal representa uma das infecções respiratórias virais mais comuns e clinicamente relevantes em todo o mundo. O código CID-11 1E30 refere-se especificamente aos casos de influenza causados por cepas sazonais do vírus influenza que foram laboratorialmente identificadas, distinguindo-se de outras formas de gripe por sua confirmação diagnóstica definitiva.

Esta condição afeta milhões de pessoas anualmente, manifestando-se através de sintomas característicos como febre súbita, tosse, cefaleia intensa, mialgia, artralgia e mal-estar generalizado. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de gotículas respiratórias contendo o vírus, tornando ambientes fechados e aglomerações humanas locais propícios para sua disseminação. A diferenciação entre influenza sazonal e outras infecções respiratórias virais é fundamental para orientar o tratamento adequado e implementar medidas de controle epidemiológico.

A importância clínica deste código reside na necessidade de distinguir casos confirmados laboratorialmente de influenza sazonal de outras formas de gripe, incluindo aquelas causadas por vírus zoonóticos, pandêmicos ou casos onde o agente etiológico não foi identificado. A codificação precisa permite o monitoramento epidemiológico adequado, facilita estudos de efetividade vacinal, orienta políticas públicas de saúde e garante o registro correto para fins estatísticos e de reembolso. Além disso, a identificação específica do vírus influenza sazonal possibilita o acompanhamento das cepas circulantes e a atualização das vacinas anuais, contribuindo para estratégias de prevenção mais eficazes.

Código CID-11 Correto

Código: 1E30

Descrição: Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado

Categoria pai: null - Influenza

Definição oficial: Influenza devida à infecção por cepas sazonais do vírus influenza, identificadas. Estas doenças se caracterizam por febre, tosse, cefaleia, mialgia, artralgia e mal estar. A transmissão se dá pela inalação de secreções respiratórias infectadas. A confirmação é feita pela identificação do vírus influenza específico em esfregaço da nasofaringe, do nariz ou da garganta.

Este código pertence ao capítulo de doenças do sistema respiratório e requer, como critério essencial, a confirmação laboratorial da presença do vírus influenza sazonal. Não basta a apresentação clínica compatível; é necessário que exames específicos tenham identificado o agente etiológico. Os métodos diagnósticos aceitos incluem testes de reação em cadeia da polimerase (PCR), imunofluorescência, cultura viral ou testes rápidos de detecção de antígenos, todos realizados em amostras de secreções respiratórias.

A categoria "Influenza" engloba diferentes códigos que se diferenciam principalmente pela origem do vírus e pela confirmação ou não da sua identificação. O código 1E30 é utilizado especificamente quando há confirmação laboratorial de que o vírus causador pertence às cepas sazonais, que circulam regularmente durante os períodos epidêmicos anuais.

Quando Usar Este Código

O código 1E30 deve ser aplicado em situações clínicas específicas onde todos os critérios diagnósticos estejam presentes:

Cenário 1: Paciente com síndrome gripal confirmada laboratorialmente durante período sazonal Um adulto de 45 anos apresenta-se ao serviço de saúde com febre de 39°C de início súbito há 48 horas, tosse seca, cefaleia intensa, mialgia generalizada e prostração. O exame físico revela hiperemia de orofaringe sem exsudato. Foi coletado swab nasofaríngeo e o teste de PCR confirmou influenza A (H3N2), uma cepa sazonal conhecida. Este é o cenário clássico para uso do código 1E30.

Cenário 2: Criança com influenza confirmada durante surto escolar Uma criança de 8 anos desenvolve febre alta, tosse, dor de garganta e dores musculares durante um surto de gripe na escola. O teste rápido de antígeno para influenza é positivo, confirmando a presença do vírus influenza sazonal tipo B. Apesar da apresentação clínica ser comum, a confirmação laboratorial justifica o uso do código 1E30.

Cenário 3: Idoso com quadro gripal e comorbidades Um paciente de 72 anos com diabetes e hipertensão apresenta sintomas gripais típicos. Devido ao risco de complicações, foi realizado teste molecular que identificou influenza A (H1N1) pdm09, circulante como cepa sazonal. A confirmação laboratorial em paciente de risco permite o código 1E30 e orienta o tratamento antiviral específico.

Cenário 4: Profissional de saúde com exposição ocupacional Um enfermeiro desenvolve sintomas gripais após contato com pacientes durante período epidêmico. O protocolo institucional exige confirmação diagnóstica, e o PCR identifica influenza B/Victoria. O código 1E30 é apropriado para documentar esta infecção ocupacional confirmada.

Cenário 5: Gestante com síndrome gripal confirmada Uma mulher no segundo trimestre de gestação apresenta febre, tosse e mal-estar. Devido ao grupo de risco, foi realizada testagem que confirmou influenza A sazonal. O código 1E30 é fundamental para registro adequado e monitoramento de complicações neste grupo vulnerável.

Cenário 6: Paciente com sintomas respiratórios pós-vacinação Um indivíduo vacinado contra influenza há dois meses desenvolve quadro gripal. O teste laboratorial confirma influenza A, porém de cepa diferente da contida na vacina daquele ano. O código 1E30 é usado, pois trata-se de infecção confirmada por cepa sazonal, independentemente do status vacinal.

Quando NÃO Usar Este Código

É fundamental reconhecer situações onde o código 1E30 não deve ser aplicado, evitando erros de codificação:

Exclusões específicas por outros agentes:

  • Meningite por Haemophilus influenzae: Apesar do nome similar, o Haemophilus influenzae é uma bactéria, não o vírus influenza. Casos de meningite causada por este agente devem usar o código 1005770900. A confusão nominal é comum, mas a diferenciação é crítica.

  • Pneumonia por Haemophilus influenzae: Da mesma forma, pneumonias bacterianas causadas por H. influenzae requerem o código 732824952, não o 1E30. A presença do termo "influenzae" no nome da bactéria não a relaciona com o vírus da gripe.

Situações onde o código 1E30 não se aplica:

Ausência de confirmação laboratorial: Quando o paciente apresenta sintomas típicos de gripe, mas não foi realizado teste diagnóstico ou o resultado é negativo/inconclusivo, o código correto é 1E32 (Influenza por vírus não identificado), não 1E30.

Influenza por vírus zoonótico ou pandêmico: Se o vírus identificado for de origem animal (aviária, suína em transmissão direta) ou de cepa pandêmica recente não estabelecida como sazonal, o código apropriado é 1E31, não 1E30.

Outras infecções respiratórias virais: Resfriados comuns, infecções por vírus sincicial respiratório, adenovírus, rinovírus ou coronavírus (exceto em contexto específico) não devem ser codificados como 1E30, mesmo que apresentem sintomas similares. A confirmação laboratorial específica do vírus influenza sazonal é mandatória.

Complicações isoladas: Se o paciente desenvolve complicações como pneumonia bacteriana secundária ou sinusite, e estas são o foco principal do atendimento, códigos específicos dessas condições devem ser priorizados, podendo o 1E30 ser usado como diagnóstico secundário se a influenza inicial foi confirmada.

Passo a Passo da Codificação

Passo 1: Avaliar Critérios Diagnósticos

O primeiro passo essencial é confirmar que o paciente apresenta os critérios clínicos e laboratoriais necessários:

Critérios clínicos: Verifique a presença de sintomas característicos - febre de início súbito (geralmente acima de 38°C), tosse (geralmente seca no início), cefaleia, mialgia, artralgia e mal-estar generalizado. A combinação destes sintomas com início abrupto é altamente sugestiva de influenza.

Critérios laboratoriais: Confirme que foi realizado teste diagnóstico específico para influenza. Os métodos aceitos incluem PCR em tempo real (padrão-ouro), testes de imunofluorescência direta ou indireta, cultura viral, ou testes rápidos de detecção de antígenos. O resultado deve ser positivo especificamente para vírus influenza.

Critérios epidemiológicos: Considere o contexto epidemiológico - período sazonal de circulação viral, surtos conhecidos na comunidade, exposição a casos confirmados. Embora não seja obrigatório para a codificação, fortalece o diagnóstico.

Passo 2: Verificar Especificadores

Após confirmar o diagnóstico, avalie características específicas:

Tipo viral identificado: Verifique se o laudo laboratorial especifica influenza A ou B, e se há subtipagem (H1N1, H3N2, linhagem Victoria ou Yamagata). Esta informação, embora não mude o código 1E30, é importante para documentação epidemiológica.

Gravidade do quadro: Avalie se o paciente apresenta influenza não complicada (sintomas típicos sem sinais de gravidade) ou complicada (com pneumonia, insuficiência respiratória, descompensação de comorbidades). Códigos adicionais podem ser necessários para complicações.

Duração dos sintomas: Documente há quanto tempo os sintomas iniciaram, pois isso influencia decisões terapêuticas, especialmente quanto ao uso de antivirais.

Passo 3: Diferenciar de Outros Códigos

1E31 - Influenza por vírus zoonótico ou pandêmico identificado: A diferença-chave está na origem do vírus. Use 1E31 quando o vírus identificado for de origem animal com transmissão zoonótica direta (como influenza aviária H5N1, H7N9, ou suína em transmissão direta) ou de cepa pandêmica recente não estabelecida como sazonal. Use 1E30 quando o vírus for das cepas que circulam regularmente nas epidemias sazonais anuais (H1N1 pdm09 já estabelecido, H3N2, influenza B).

1E32 - Influenza por vírus não identificado: A diferença fundamental é a confirmação laboratorial. Use 1E32 quando houver diagnóstico clínico de influenza (sintomas típicos durante período epidêmico), mas sem confirmação laboratorial específica do agente, seja porque o teste não foi realizado, resultou negativo apesar da forte suspeita clínica, ou não está disponível. Use 1E30 apenas quando houver confirmação laboratorial positiva para vírus influenza sazonal.

Passo 4: Documentação Necessária

Checklist de informações obrigatórias no prontuário:

  • Descrição detalhada dos sintomas e data de início
  • Temperatura corporal aferida
  • Exame físico completo, especialmente do sistema respiratório
  • Tipo de teste diagnóstico realizado (PCR, teste rápido, cultura, etc.)
  • Data da coleta da amostra
  • Resultado do teste (positivo para influenza, com especificação do tipo/subtipo se disponível)
  • Comorbidades relevantes
  • Status vacinal contra influenza
  • Tratamento instituído (sintomático, antiviral específico)
  • Orientações fornecidas ao paciente
  • Necessidade de afastamento de atividades

Esta documentação completa garante a adequação do código 1E30 e fornece informações essenciais para continuidade do cuidado e vigilância epidemiológica.

Exemplo Prático Completo

Caso Clínico

Apresentação inicial: Paciente do sexo feminino, 38 anos, professora, procura atendimento médico com queixa de febre alta, tosse seca, dor de cabeça intensa, dores no corpo e fraqueza há 36 horas. Relata que o quadro iniciou abruptamente durante a noite, com calafrios e febre medida em casa de 39,2°C. Menciona que vários alunos e colegas de trabalho apresentaram sintomas similares na última semana. Nega dispneia, dor torácica ou outros sintomas. Vacinada contra influenza há quatro meses.

Avaliação realizada: Ao exame físico, paciente apresenta-se em regular estado geral, febril (temperatura axilar de 38,7°C), frequência cardíaca de 98 bpm, pressão arterial 120/80 mmHg, frequência respiratória 18 irpm, saturação de oxigênio 97% em ar ambiente. Oroscopia revela hiperemia de orofaringe sem exsudato. Ausculta pulmonar sem ruídos adventícios. Ausência de sinais de desconforto respiratório.

Devido ao quadro clínico característico, contexto epidemiológico (surto na escola) e para confirmar o diagnóstico, foi coletado swab combinado nasofaríngeo para teste molecular de vírus respiratórios. O resultado do PCR em tempo real, disponibilizado em 24 horas, foi positivo para Influenza A (H3N2).

Raciocínio diagnóstico: A apresentação clínica com febre alta de início súbito, sintomas sistêmicos proeminentes (mialgia, cefaleia, mal-estar) e sintomas respiratórios (tosse seca) durante período de circulação viral conhecida, associada ao contexto epidemiológico de surto, é altamente sugestiva de influenza. A confirmação laboratorial com identificação específica do vírus influenza A (H3N2), uma cepa sazonal, estabelece o diagnóstico definitivo de influenza sazonal identificada.

Justificativa da codificação: O código 1E30 é apropriado porque: (1) há confirmação laboratorial específica do vírus influenza; (2) o vírus identificado (H3N2) é uma cepa sazonal conhecida, não zoonótica ou pandêmica nova; (3) o quadro clínico é compatível com influenza; (4) não há evidência de complicações que requeiram códigos adicionais prioritários.

Codificação Passo a Passo

Análise dos critérios:

  • Critérios clínicos presentes: febre alta, tosse, cefaleia, mialgia, mal-estar ✓
  • Teste laboratorial realizado: PCR para vírus respiratórios ✓
  • Resultado positivo para influenza: Influenza A (H3N2) ✓
  • Vírus sazonal confirmado (não zoonótico/pandêmico): H3N2 é cepa sazonal ✓
  • Ausência de complicações graves no momento: exame físico sem sinais de alarme ✓

Código escolhido: 1E30 - Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado

Justificativa completa: O código 1E30 é o mais apropriado pois todos os critérios essenciais estão presentes: confirmação laboratorial por método molecular (PCR) identificando especificamente o vírus influenza tipo A, subtipo H3N2, que é uma cepa sazonal circulante. O quadro clínico é típico e não há complicações que requeiram codificação adicional prioritária. O código 1E32 (vírus não identificado) não se aplica porque houve confirmação laboratorial. O código 1E31 (vírus zoonótico/pandêmico) não se aplica porque H3N2 é cepa sazonal estabelecida.

Códigos complementares: Neste caso específico, não são necessários códigos adicionais, pois trata-se de influenza não complicada. Se a paciente desenvolvesse complicações como pneumonia, códigos adicionais seriam incluídos. O tratamento instituído foi oseltamivir 75mg via oral duas vezes ao dia por 5 dias (iniciado dentro das 48 horas do início dos sintomas), sintomáticos e orientação de repouso e isolamento.

Códigos Relacionados e Diferenciação

Dentro da Mesma Categoria

1E31: Influenza por vírus zoonótico ou pandêmico identificado

Quando usar 1E31 vs. 1E30: Use 1E31 quando o teste laboratorial identificar vírus influenza de origem animal com transmissão zoonótica direta ao ser humano (como influenza aviária H5N1, H7N9, H5N6, ou influenza suína em transmissão direta) ou cepa pandêmica emergente não estabelecida como sazonal. Use 1E30 para cepas que já circulam regularmente como sazonais (H1N1 pdm09, H3N2, influenza B).

Diferença principal: A distinção fundamental está na origem e padrão de circulação do vírus. Vírus zoonóticos requerem contato direto com animais infectados e não circulam regularmente entre humanos. Vírus pandêmicos são cepas novas com potencial de disseminação global. Vírus sazonais (código 1E30) são aqueles que circulam anualmente em padrões epidêmicos previsíveis, independentemente de terem sido pandêmicos no passado (como o H1N1 pdm09, que causou pandemia em 2009 mas agora circula sazonalmente).

1E32: Influenza por vírus não identificado

Quando usar 1E32 vs. 1E30: Use 1E32 quando houver diagnóstico clínico de influenza (sintomas típicos durante período epidêmico, contexto epidemiológico compatível), mas sem confirmação laboratorial específica. Isso ocorre quando: (1) o teste não foi realizado; (2) o teste foi realizado mas resultou negativo apesar da forte suspeita clínica; (3) o teste não está disponível; (4) o paciente é atendido tardiamente quando testes já não são confiáveis. Use 1E30 exclusivamente quando houver confirmação laboratorial positiva para vírus influenza sazonal.

Diferença principal: A presença ou ausência de confirmação laboratorial específica é o critério diferenciador absoluto. O código 1E30 exige documentação de teste positivo para influenza; o código 1E32 é usado para casos clínicos sem essa confirmação. Ambos podem ter apresentação clínica idêntica, mas a disponibilidade e resultado do teste laboratorial determinam a codificação.

Diagnósticos Diferenciais

Outras infecções respiratórias virais: Infecções por vírus sincicial respiratório, adenovírus, rinovírus, metapneumovírus humano e coronavírus podem apresentar sintomas similares. A diferenciação se faz pela confirmação laboratorial específica do agente. Painéis moleculares respiratórios ajudam nesta distinção.

Resfriado comum: Geralmente apresenta sintomas mais leves, predominância de sintomas nasais (coriza, obstrução nasal), febre ausente ou baixa, e início gradual. Influenza caracteriza-se por início súbito, febre alta e sintomas sistêmicos proeminentes.

COVID-19: Pode apresentar sintomas sobrepostos com influenza, incluindo febre, tosse e mal-estar. Sintomas como anosmia e ageusia são mais característicos de COVID-19. A diferenciação definitiva requer testes laboratoriais específicos. Testes combinados para influenza e SARS-CoV-2 são frequentemente realizados.

Diferenças com CID-10

Código CID-10 equivalente: Na CID-10, a influenza sazonal identificada era codificada principalmente como J10 (Influenza devida a vírus da influenza sazonal identificado), com subdivisões como J10.0 (com pneumonia), J10.1 (com outras manifestações respiratórias) e J10.8 (com outras manifestações).

Principais mudanças na CID-11: A CID-11 simplifica a estrutura de codificação da influenza, utilizando o código 1E30 como código principal para influenza sazonal identificada, independentemente das manifestações específicas. Complicações e manifestações específicas são codificadas separadamente quando relevantes, usando códigos adicionais. A CID-11 também separa mais claramente a influenza sazonal (1E30) da zoonótica/pandêmica (1E31) e da não identificada (1E32), facilitando a vigilância epidemiológica.

Impacto prático dessas mudanças: A simplificação da estrutura na CID-11 torna a codificação mais intuitiva e reduz erros. A separação clara entre vírus sazonal, zoonótico/pandêmico e não identificado melhora a qualidade dos dados epidemiológicos. Para profissionais de saúde, isso significa menos subcategorias para memorizar, mas maior ênfase na confirmação laboratorial e na documentação adequada do tipo de vírus identificado. A transição da CID-10 para CID-11 requer treinamento para garantir que a codificação capture adequadamente as nuances diagnósticas.

Perguntas Frequentes

1. Como é feito o diagnóstico de influenza sazonal para usar o código 1E30?

O diagnóstico que justifica o código 1E30 requer confirmação laboratorial específica do vírus influenza. Os métodos incluem: PCR em tempo real (teste molecular mais sensível e específico), testes rápidos de detecção de antígenos (resultados em 15-30 minutos, menos sensíveis), imunofluorescência direta ou indireta, e cultura viral (padrão histórico, mas demorado). A amostra é coletada através de swab nasofaríngeo, nasal ou de orofaringe, idealmente nas primeiras 48-72 horas dos sintomas quando a carga viral é maior. Apenas sintomas clínicos, sem confirmação laboratorial, não justificam o uso do código 1E30.

2. O tratamento para influenza está disponível em sistemas de saúde públicos?

O tratamento da influenza inclui medidas sintomáticas (analgésicos, antitérmicos, hidratação) e antivirais específicos (oseltamivir, zanamivir). A disponibilidade de antivirais em sistemas de saúde públicos varia conforme protocolos locais e disponibilidade de recursos. Geralmente, antivirais são priorizados para grupos de risco (idosos, gestantes, imunossuprimidos, portadores de comorbidades) e casos graves. Muitos sistemas de saúde públicos fornecem antivirais gratuitamente para esses grupos prioritários durante períodos epidêmicos. O tratamento sintomático é universalmente disponível.

3. Quanto tempo dura o tratamento e a recuperação da influenza?

O tratamento antiviral, quando indicado, geralmente dura 5 dias. Os sintomas da influenza não complicada tipicamente melhoram em 3-7 dias, embora tosse e fadiga possam persistir por 2-3 semanas. A febre geralmente resolve em 3-4 dias. O período de maior contagiosidade é de 24 horas antes do início dos sintomas até 5-7 dias após. Crianças e imunossuprimidos podem eliminar vírus por períodos mais prolongados. O retorno às atividades normais é recomendado após 24 horas sem febre (sem uso de antitérmicos) e melhora significativa dos sintomas.

4. Este código pode ser usado em atestados médicos?

Sim, o código 1E30 pode e deve ser usado em atestados médicos quando apropriado. A documentação de influenza confirmada laboratorialmente justifica afastamento de atividades profissionais ou escolares, tanto para recuperação do paciente quanto para prevenir transmissão. O período de afastamento recomendado é geralmente de 5-7 dias ou até 24 horas após resolução da febre sem antitérmicos. Em atestados, pode-se usar o código CID-11 1E30 ou, se o sistema ainda utilizar CID-10, o código equivalente J10.

5. A vacina contra influenza previne totalmente a doença codificada como 1E30?

A vacina contra influenza reduz significativamente o risco de infecção, mas não oferece proteção de 100%. A efetividade vacinal varia anualmente (geralmente entre 40-60%) dependendo da correspondência entre as cepas vacinais e as circulantes. Pessoas vacinadas podem desenvolver influenza se: (1) expostas a cepas não incluídas na vacina; (2) a proteção ainda não se desenvolveu completamente (leva 2 semanas); (3) são imunossuprimidas com resposta vacinal inadequada. Mesmo quando vacinados adoecem, os sintomas tendem a ser mais leves e complicações menos frequentes.

6. Qual a diferença entre influenza e gripe comum no contexto de codificação?

No contexto médico e de codificação, "influenza" e "gripe" referem-se à mesma doença causada pelo vírus influenza. O termo "gripe" é mais coloquial, enquanto "influenza" é o termo técnico. O código 1E30 aplica-se especificamente à influenza/gripe causada por vírus influenza sazonal identificado laboratorialmente. O "resfriado comum" é uma condição diferente, geralmente causada por rinovírus, coronavírus (não SARS-CoV-2) ou outros vírus, com sintomas mais leves e sem febre alta, que utiliza códigos diferentes.

7. É necessário repetir o teste laboratorial se os sintomas persistirem?

Geralmente não é necessário repetir o teste diagnóstico de influenza se já houve confirmação inicial. A persistência de sintomas além do esperado (mais de 7-10 dias) ou piora após melhora inicial sugere complicações (como pneumonia bacteriana secundária) ou outro diagnóstico, requerendo nova avaliação clínica e possivelmente outros exames (radiografia de tórax, hemograma, cultura de escarro), mas não necessariamente novo teste para influenza. A repetição do teste de influenza só é útil em contextos específicos, como monitoramento de eliminação viral em imunossuprimidos.

8. Crianças e idosos devem sempre ter confirmação laboratorial para usar o código 1E30?

Sim, o código 1E30 requer confirmação laboratorial independentemente da idade do paciente. Embora crianças e idosos sejam grupos prioritários para testagem devido ao maior risco de complicações, o código 1E30 só deve ser usado quando há teste positivo confirmando influenza sazonal. Se crianças ou idosos forem tratados com base em diagnóstico clínico sem confirmação laboratorial, o código apropriado é 1E32 (influenza por vírus não identificado). A priorização para testagem desses grupos visa orientar tratamento precoce e prevenir complicações, não necessariamente a codificação específica.


Conclusão:

O código CID-11 1E30 representa uma ferramenta essencial para a documentação precisa de casos de influenza sazonal confirmados laboratorialmente. Sua utilização adequada requer compreensão clara dos critérios diagnósticos, diferenciação de outros códigos relacionados e documentação completa. A confirmação laboratorial específica do vírus influenza sazonal é o requisito fundamental que distingue este código de outras categorias de influenza. Profissionais de saúde devem familiarizar-se com esses critérios para garantir codificação precisa, contribuindo para vigilância epidemiológica eficaz, planejamento de saúde pública e registro adequado de dados clínicos.

Referências Externas

Este artigo foi elaborado com base em fontes científicas confiáveis:

  1. 🌍 WHO ICD-11 - Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado
  2. 🔬 PubMed Research on Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado
  3. 🌍 WHO Health Topics
  4. 📋 CDC - Centers for Disease Control
  5. 📊 Clinical Evidence: Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado
  6. 📋 Ministério da Saúde - Brasil
  7. 📊 Cochrane Systematic Reviews

Referências verificadas em 2026-02-02

Related Codes

How to Cite This Article

Vancouver Format

Administrador CID-11. Influenza devida ao vírus da gripe sazonal identificado. IndexICD [Internet]. 2026-02-02 [citado 2026-03-29]. Disponível em:

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